Um barquinho solitário
Estava encalhado no mar
Vez por outra algumas vagas
Vinham com ele brincar
Mas isso só acontecia
quando a maré subia.
Assim ficou o barquinho
Muito tempo encostado
com seu casco na areia enterrado
Ninguém olhava pra ele.
Pobre barquinho encalhado!
Um belo dia entretanto
Imaginem... para seu espanto,
o barquinho foi notado
ficando todo animado.
Foi um dia em que a maré cheia,
até o tirou da areia
de tanto que a água subiu
e o barquinho sacudiu.
Neste dia abençoado
o barquinho foi molhado
por fortes ondas que o alcançaram
e assim o desencalharam.
Alguém o viu flutuando
e foi logo se interessando:
-Hum!..; aquele barco pequeno
parece abandonado
e precisa ser tratado.
Para um pequeno marujo
que até ele foi nadando
Mas logo se decepcionou
pois o barco estava afundando.
O barquinho encalhado
Agora estava engasgado
enchendo-se rápido de água.
Seu casco estava furado.
Apesar da decepção
o marujo meditou
Meditou com razão
e também com o coração
Sentindo pena do barco
Agiu rápido como um furacão.
Virou bem rapidinho o barquinho
com o casco para o alto
fazendo-o flutuar
e com toda força
pôs-se logo a nadar
empurrando o barquinho
rapidinho, ligeirinho.
Assim que chegou na areia
com aquela maré cheia
o marujo experiente
examinou atentamente
o estado do barquinho
olhando tudo direitinho
Assim o marujo decidiu
reformar aquele barco
Deu-lhe um trato caprichado
E em pouco tempo
aquele barquinho encalhado
Já estava transformado
Novo em folha ele ficou
que um outro barco
até o invejou.
Agora estava consertado
o velho barco encalhado
de branco e azul pintado.
Ao mar feliz retornou
Voltando a navegar
carregando seu marujo
que vive sempre a cantar
que vive sempre a remar
pescando em alto mar.
Editado em fevereiro de 2004 por Edith Carlota Marshall
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Foi usada uma tela de Romy Bastos que está em:
http://www.pspamigos.com.br/telasromy2/index.htm